Dois poemas inéditos de Claudio Sousa Pereira. Da série Poemas gregos.
I. DE ISMENE A ANTÍGONA
Minh'alma não tem a plena justeza
de encarar a cruzada
de mergulhar na ferida
de lutar por justiça.
Minh'alma tem apenas a total certeza
de soluçar pela perda
de contemplar o fogo
do coração em tua lida.
III. CREONTE, EM SI
Vale mais cumprir os desígnios da ordem
ou ver o risco oculto revelar-se?
O que adianta agora cumprir a palavra
se o imponderável mostra a tua chama?
O que adianta agora o rigor do poder
se vejo sangue e ausência
pela desgraça duplicada?
A velhice em mim não ensinou
a prudência.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
SONETO
O
silêncio madruga nos ponteiros.
Sinto a força dos astros repartida
em nosso ser à proporção da forma
e fundo permutados nos sentidos.
Sinto a força dos astros repartida
em nosso ser à proporção da forma
e fundo permutados nos sentidos.
O retiro
emergido neste espaço
é o equilíbrio de exata proporção.
Um horizonte vasto se revela
além dos muros físicos do mundo.
é o equilíbrio de exata proporção.
Um horizonte vasto se revela
além dos muros físicos do mundo.
E o
pensamento logo se emotiva
ao contemplar a sensação da vida
em completude plena de existência,
ao contemplar a sensação da vida
em completude plena de existência,
que
adensa o instante desta solitude.
Mas vem o sono, imensa paz, enquanto
a noite decompõe-se lentamente.
Mas vem o sono, imensa paz, enquanto
a noite decompõe-se lentamente.
Claudio Sousa Pereira
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